UM BATE-PAPO COM

CORALUSP JUPARÁ

Regência Alberto Cunha

&

COLLEGIUM MUSICUM DE SÃO PAULO

Regência Nibaldo Araneda

 

Finalizando as atividades musicais do Projeto de Lei Rouanet, Schaeffler Música - 9ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba,  sábado, dia 10 de novembro, teremos os corais: COLLEGIUM MUSICUM DE SÃO PAULO (Regência Nibaldo Araneda) e o CORALUSP JUPARÁ (Regência Alberto Cunha) no Teatro Municipal de Sorocaba às 20h30. Entrada Gratuita (retirada dos ingressos a partir das 19h00 no dia da apresentação).NÃO É ACONSELHÁVEL PARA CRIANÇAS MENORES DE 06 ANOS;

Em seu programa teremos: "Missa Solemnis em Dó menor", KV139 de W. A. Mozart. A genialidade incontestável de Mozart pode ser comprovada nesta missa que ele compôs quando tinha apenas doze anos de idade, em 1768. A obra se divide em diversas seções, evocando distintos sentimentos de drama, júbilo, ternura e súplica. Para criar contrastes expressivos, as partes de coro estão intercaladas com trechos solistas. Há que se ressaltar também a maestria do jovem compositor em “Cum Sancto Spiritu” e “Et Vitam Venturi”, onde ele emprega a refinada técnica da fuga.

O Collegium Musicum de São Paulo foi fundado pelo maestro Ronaldo Bologna em 1961 e, desde então, dedica-se ininterruptamente ao canto coral. Durante seus mais de 50 anos de história o grupo teve como regentes os maestros Roberto Schnorrenberg, Marieddy Rosseto, Abel Rocha e Bruno Facio e, desde 2014, a direção artística do grupo está a cargo de Nibaldo Araneda. Criado com o objetivo de difundir a música Medieval, Renascentista e a do início do período Barroco, aos poucos, o Collegium Musicum de São Paulo expandiu seu repertório e atualmente participa de encontros e festivais, concertos sinfônicos e óperas, além de manter a produção de seus próprios concertos. Sua Temporada 2018 incluem a “Missa Sol maior” de Schubert, a “Missa do Orfanato” de Mozart, a ópera “Dido e Enéas” de Purcell e um programa a cappella dedicado aos “Salmos”.

Atuando desde 1991, o Jupará é um coro de câmara que atua principalmente, mas não exclusivamente, na área da música antiga sacra e secular, e traz em seu currículo a realização de vários projetos temáticos, inclusive com atuação cênica, como “Um Sarau na Corte” e “O Renascimento em Três Quadros”. Apresentou diversas primeiras audições em São Paulo: “Stabat Mater” de Karl Jenkins, “Unum Deum”, de Charles Camileri e “Otčenáš” de Leoš Janaček, entre outras. Desde sua formação, o Jupará está sob a direção musical do maestro Alberto Cunha.

 

Confira abaixo o bate-papo entre os regentes Alberto Cunha e Nibaldo Araneda com Marco de Almeida, diretor artístico da temporada.
 

1-      Como vocês enxergam o cenário futuro para o desenvolvimento da música clássica no país e especificamente no Estado de São Paulo?

Esta pergunta requer uma resposta bastante extensa, mas podemos resumir no que considero mais essencial. A música clássica precisa de investimento para sobreviver e se difundir. A curto prazo, incentivo aos artistas desse segmento, promovendo apresentações e divulgando-as para que o maior número de pessoas saiba onde e quando haverá execuções públicas de música clássica. A longo prazo, o investimento deve ser na educação - o ensino fundamental precisa tratar a música como matéria essencial, e não como momento de lazer. Também a iniciativa de promover regularmente concertos didáticos é uma boa fórmula para a formação de público para os concertos.

 

2.       Os dois corais, individualmente, já têm uma longa carreira em nossa vida cultural no Estado. Como é feita a seleção para integrar os corais? As vozes que integram os corais são todos profissionais da música ou não é necessariamente uma premissa?

Sobre o CORALUSP: as inscrições para novos integrantes são abertas anualmente em janeiro e a seleção é feita através de testes que avaliam a classificação vocal, a afinação e a musicalidade dos candidatos. Não é necessário ter formação musical ou vínculo com a Universidade para cantar no CORALUSP. Os cantores são voluntários, e nós oferecemos treinamento de técnica vocal e percepção musical aos cantores sem experiência. 

O Collegium Musicum de São Paulo também abre inscrições anualmente no fim de fevereiro e, por dedicar todo seu repertório à música erudita, seleciona cantores com alguma experiência musical, isto é, que já cantaram em coro ou estudaram algum instrumento musical. 
 

3.       A colaboração e a integração entre os dois corais foi sempre presente nesses anos todos ou é algo recente em função do repertorio escolhido para 2018?

Esta é a primeira vez que o CORALUSP e o COLLEGIUM MUSICUM estão realizando um trabalho conjunto e isso é muito auspicioso, porque amplia as possibilidades de diálogo entre grupos corais que buscam realizar trabalhos significativos. 

 

4.       Sabemos, por experiência, que o público aprecia muito o canto lírico e, sobretudo, corais. Vocês pensam que esta relação especial do público passa pela questão religiosa?

Não necessariamente. A questão religiosa pode influenciar porque muitas pessoas só têm a oportunidade de ouvir um coro cantando quando se encontram em um ambiente ligado à religião. Porém, quando o coro se apresenta para pessoas que nunca ouviram um coro antes, mesmo religioso, a reação é sempre muito positiva. Todos ficam encantados com a harmonia das vozes em conjunto. 

 

5.       Como será a apresentação preparada para Sorocaba dentro da 9ªTemporada de Música Clássica – Schaeffler Música?

Faremos um concerto em duas partes, mas sem intervalo entre elas. Na primeira parte, o COLLEGIUM MUSICUM apresenta obras "a cappella" (isto é, sem acompanhamento instrumental), sob a regência de seu regente titular Nibaldo Araneda. Na segunda parte, o COLLEGIUM MUSICUM e o GRUPO JUPARÁ do CORALUSP unem-se para apresentar a "Missa do Orfanato" K.139, de Wolfgang Amadeus Mozart, sob a regência de Alberto Cunha, com acompanhamento ao piano de Sérgio Carvalho. Trata-se de uma obra muito expressiva, com vários momentos contrastantes de vibração e dramaticidade, com alternâncias entre as vozes do coro e vozes solistas. Nesta peça Mozart revela toda a sua genialidade, porque tinha apenas 12 anos quando a compôs, para a consagração da capela de um orfanato em Viena.

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