UM BATE-PAPO COM

QUARTETO IAPÓ

Continuando o Projeto de Lei Rouanet,  12ª Temporada de Música Instrumental Brasileira de Sorocaba - Metso Cultural, Sábado, dia 27 de outubro, teremos a apresentação "Novos Caminhos da Música Brasileira", uma nova versão do show apresentado na temporada de 2017 que reuniu grandes nomes consolidados da música brasileira. Neste ano serão 11 jovens que estão cada vez mais se destacando no cenário musical brasileiro como o Quarteto Iapó, o duo de voz e baixo Vanessa Moreno e Fi Maróstica e o Quinteto do pianista, arranjador e compositor: Beto Corrêa. A apresentação acontece no Teatro Municipal de Sorocaba às 20h30 com ENTRADA GRATUITA (Retirada dos ingressos a partir das 19h00 no dia da apresentação). NÃO É ACONSELHÁVEL PARA CRIANÇAS MENORES DE 06 ANOS

Formado por Carol Panesi (violino e direção musical), Wanessa Dourado (violino), Elisa Graciela (viola) e Thiago Faria (violoncelo), com a clássica formação de quarteto de cordas, o grupo Iapó tem uma abordagem popular brasileira e não se prende à um único estilo musical. “Iapó” vem do Tupi, e significa encontro de raízes, rio enraizado. Encontro das diferentes raízes sonoras de cada integrante, encontro das raízes do Brasil, através de diversos estilos musicais executados pelo quarteto.

 

Confira abaixo o bate-papo entre Carol Penesi e Marco de Almeida, diretor artístico da temporada.
 

            1. Interessante pensar num quarteto de cordas tendo uma abordagem popular, pessoal e original sobre a música brasileira. Como se deu este encontro e decisão em criar o grupo?
 

Eu sempre quis formar um quarteto de cordas onde eu pudesse explorar a linguagem brasileira que tanto pesquisei ao longo da minha trajetória no violino, abordando improvisação e a linguagem da música Universal, criada por Hermeto Pascoal, escola da onde eu venho. Assim que me mudei pra SP comecei a pesquisar músicos e logo conheci o Thiago Faria (cello), que me apresentou a Elisa Graciela (viola). A Wanessa Dourado (violino) eu havia conhecido em outra ocasião, e já estávamos em contato nas redes sociais. Fiz a proposta do quarteto popular e eles embarcaram, aí precisávamos de um nome que representasse essa brasilidade sonora. Segundo nosso amigo Marcos Alma a quem pedimos sugestões de nomes “Iapó” vem do Tupi, e significa encontro de raízes, rio enraizado. Encontro das diferentes raízes sonoras de cada integrante, encontro das raízes do Brasil, através de diversos estilos musicais executados pelo quarteto.

            2. Quais são os projetos atuais que o quarteto desenvolve e quais as expectativas musicais para o futuro aqui no Brasil?

O Quarteto tem se apresentado com o show Sotaques do Brasil em diversas cidades. O Quarteto possui um programa na WEB chamado Entrelaço Sonoro. O programa aprofunda a sonoridade de quarteto de cordas na linguagem da música popular brasileira, homenageando e documentando grandes instrumentistas e compositores, contando com a participação de um convidado diferente.  Quarteto e convidado executam juntos, um arranjo inédito, elaborado pela Carol Panesi exclusivamente para o programa.

A primeira temporada realizada em 2017 teve início em agosto e conta com a participação dos músicos: Zé Pitoco (zabumba), Lea Freire (flauta), Vanessa Moreno (voz), Nicolas Krassik e Ricardo Herz (violino), Debora Gurgel (piano), Fi Maróstica (baixo) e Alexandre Ribeiro (clarinete).

Recentemente gravamos a segunda temporada, com as participações de Toninho Ferragutti, Ellen Olério, Maria Beraldo e Pedro Franco, e está em fase de edição.

 

            3. Temos ainda neste país os interessados em boa música brasileira, sabem do valor que tem a música instrumental e os novos intérpretes que surgem na cena brasileira, com criatividade, técnica, inventividade sonora, e muito mais. Fico interessado em saber o que particularmente estimula vocês neste processo musical.

 

É maravilhoso experimentar sonoridades, aprofundar nas pesquisas sonoras relativo aos instrumentos de cordas, através dos ousados arranjos, tendo sempre como direcionamento a música brasileira. É muito estimulante também usar a formação do quarteto para interagir com outros artistas, de outros instrumentos e diferentes trajetórias.

 

            4. O que devemos esperar deste encontro com Vanessa Moreno e Fi Maróstica mais o grupo do Beto Corrêa no show em Sorocaba?

Um encontro entre muitos talentos, muito frescor musical, ousadia, sorrisos, improvisos e vocalizações. Será uma festa! 

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